7 de junho de 2018

Mulher é vítima de racismo e intolerância religiosa



A senhora Maria Cosma Pereira da Silva, 52 anos, é umbandista, uma religião de raízes africanas, mas com sincretismo religioso.

Maria Cosma, umbandista. Foto: Pablo Portugal / Reprodução TV Costa Norte

A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico. 

Mas dona Maria Cosma sofre racismo e agressões verbais, a ponto de seu marido ter ficado prostrado de tantas agressões e sugestões rudes, que aceleram um derrame em Luís França.

Ela, que mora no Bairro Tabuleiro desde os 13 anos de idade, quer respeito à liberdade de culto; pois tem sofrido abusos psicológicos constantemente. Disse que é chamada de bruxa, de macaca entre outros insultos. 

Vivemos em um país que possui uma rica diversidade religiosa por conta dos processos imigratórios e miscigenação cultural, mas são as religiões de origem africana as que mais sofrem discriminação.

Doté Thiago Soares, candomblecista.
Segundo Doté Thiago Soares, candomblecista, o Brasil é um país que tem vários delitos resultantes de intolerância religiosa, incluindo crimes hediondos. Ele defende que as religiões têm na base o amor e não compreende a conduta negativa de pessoas que cultuam religiões em que o amor é a proposta.

O catolicismo no Brasil é o que dispõe de mais adeptos. Faz parte de um dos seguimentos do Cristianismo. Segundo Dom Juarez Sousa da Silva, bispo da Diocese de Parnaíba, as religiões devem promover a ligação da criatura com seu criador e que todas as manifestações devem ensinar as pessoas a amarem mais. 

Dom Juarez Sousa da Silva, bispo da Diocese de Parnaíba. Foto: Pablo Portugal / Reprodução TV Costa Norte
A condução do homem ao bem deveria ser a proposta de qualquer manifestação religiosa. A melhor religião é o amor. A caridade moral e material são reflexos desse amor em movimento.



Fonte: Daniel Santos/PCN

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