21 de maio de 2018

Dificuldades para amamentar? Procure uma unidade de saúde ou banco de leite!


Muitas mães, de primeira viagem ou não, encontram dificuldades para amamentar seus bebês recém-nascidos. Isso é bem comum e pode ter diversas causas: a criança pode estar em uma posição inadequada, a mãe pode ser muito jovem ou de idade avançada, um dos dois pode estar com algum problema de saúde, entre outros fatores. Cada caso é único, como explica a coordenadora de Aleitamento Materno e Bancos de Leite Humano do Distrito Federal, Miriam Santos.


“É uma coisa muito individual: para cada bebê, cada mãe e cada família. Para todas as situações, em todo o País, existe uma rede de apoio que começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e tem Bancos de Leite Humano (BLHs) como referência especializada”, explica Miriam.

Onde encontrar bancos de leite humano

Apoio integral e gratuito

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, nas Unidades Básicas de Saúde, acompanhamento pré-natal para gestantes, quando elas já recebem orientações e são “treinadas” para amamentar. É para a UBS mais próxima de casa que as mães devem voltar se tiverem alguma dificuldade ou impedimento na alimentação do bebê com o leite materno (único alimento que deve ser ingerido até os seis meses de idade).

Lá, profissionais treinados vão oferecer o apoio que ela precisa. Se o problema não for resolvido, ela é encaminhada para o banco de leite da região. Se preferir, ela também pode procurar, como primeira opção, o BLH mais próximo.

“Quando ela chega tanto na UBS quanto no banco de leite, é feita uma consulta para identificar se trata-se de um problema ou alteração na saúde dela ou do bebê por conta da qual ele não consegue mamar”, explica Miriam Santos. A coordenadora garante que não existe um protocolo padrão para todos os atendimentos: cada um é tratado de acordo com suas peculiaridades.

Miriam Santos afirma que a “maioria” das mulheres que buscam ajuda para amamentar nas UBS e nos bancos de leite se torna doadora e contribui para abastecer o estoque local. Ela afirma que esse gesto é “extremamente importante”, uma vez que o leite humano é o melhor alimento para que qualquer criança se desenvolva e cresça de forma saudável.

“Muitas vezes a criança nasce prematura, por exemplo, e as mães não têm condições de saúde para alimentar os filhos com o próprio leite, por isso é tão importante ter essa rede de mulheres que doam leite materno. Esse leite passa por rigorosas etapas de processamento e controle de qualidade”, garante a coordenadora.

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